Textos da faculdade que indico para vocês #3

by - quinta-feira, junho 10, 2021

Imagem: Pexels
Oi, gente! Tudo bem? Hoje eu tenho para vocês algumas indicações de textos para ler, todos bem tranquilos e bons para refletir os temas expostos por cada um deles; todos são de máterias que eu peguei esse semestre. E quando eu digo 'tranquilo' não quer dizer que você não vai ter uma mar de pensamentos e questões, mas quer dizer que não são textos densos e muito dificeis de entender, pelo menos para mim. 😁😏 Os links para os textos estão no fim de cada pequeno resumo mas, caso algum link pare de funcionar, é só me mandar um e-mail pedindo que eu mando. Por enquanto é isso, um beijo para quem está lendo!

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bell hooks - Vivendo de Amor 



Nesse texto de bell hooks, chamado “Vivendo de amor”, a autora fala sobre a importância da afetividade negra e discute sobre os processos vivenciados no período colonial e no pós-abolição e como eles contribuíram para que o amor tenha se tornado algo tão distante da vida de muitos de nós. Além disso hooks, nos faz, me fez, relembrar de muitos comportamentos atuais que, mesmo sem saber, exala o significado de amor entre família e amigos. Mesmo estudando sobre as reflexões que a escravatura teve em nosso povo, as vezes algumas coisas simplesmente não entram na cabeça, aconteceu isso comigo e eu despertei nesse texto, ao perceber como esses ‘’pequenos’’ detalhes do passado impactam ainda hoje; faz muito tempo? Faz, porém ainda é pouco para não promover nenhuma mudança no nosso dia-a-dia e/ou comportamentos.

Leia ''Vivendo de Amor'' aqui.

Ailton Krenak - Antes o mundo não existia



Nesse texto, Krenak fala sobre as diferenças entre os comportamentos dos brancos e das pessoas de tradições indígenas em relação à variados temas, como ciência, cultura, intelectualidade, natureza e entre outros. Achei muito legal as diferenças em como a natureza é tratada na tradição indígena, tudo tem uma ligação, ao meu ver lendo esse texto, tudo é bem poético. É um texto bem leve de ler e muito interessante.

Trechos legais:
‘‘Aí, onde os igarapés, as cachoeiras, são nossos parentes, ele está ligado a um clã, está ligado a outro, ele está relacionado com seres que são aquilo que chamaria de fauna, está ligado com os seres da água, do vento, do ar, do céu, que liga cada um dos nossos clãs, e de cada uma das nossas grandes famílias no sentido universal da criação.’’ (p. 2)
‘‘Para estes pequeninos grupos humanos, nossas tribos, que ainda guardam esta herança de antiguidade, esta maneira de estar no mundo, é muito importante que essa humanidade que está cada vez mais ocidental, civilizada e tecnológica, lembre, ela também, dessa memória comum que os humanos têm da criação do mundo, e que consigam dar uma medida para sua história, para sua história que está guardada, registrada nos livros, nos museus, nas datas, porque, se essa sociedade se reportar a uma memória, nós podemos ter alguma chance. Senão, nós vamos assistir à contagem regressiva dessa memória no planeta, até que só reste a história. E, entre a história e a memória, eu quero ficar com a memória.’’ (p. 3)

Leia ''Antes o mundo não existia'' aqui.

rupi kaur - Outros jeitos de usar a boca


Outros jeitos de usar a boca é um livro de poemas sobre a vivência da autora, ele relata experiências de violência, abuso, amor, perda e a feminilidade dela. Sinceramente, eu comecei a ler algumas partes desse livro para apenas pegar qualquer coisa que eu achasse que seria ‘‘a minha cara’’ e ler em uma das minhas aulas; o prof tinha dado a ideia de ler coisas que falassem sobre você. Contudo, eu não sou essa pessoa que expõe assim o que eu sinto/sou facilmente para as outras pessoas, ainda mais em uma aula... Então, eu desisti de apresentar algo assim, mas os poemas e desenhos do livro me pegaram. É algo tão intenso que eu continuei folheando as páginas e lendo os trechos para entender mais o que tudo aqui retrata sobre aquela pessoa. É muito bom e, não atoa, que é um sucesso.


Leia ''Outros jeitos de usar a boca'' aqui.

Horace Minner - O Ritual do corpo entre os Nacirema


Em sua obra, Minner apresenta características de um povo no qual o seu principal foco é a saúde e a aparência do corpo humano. Ele fala sobre os ritos, existem jejuns, rituais e cerimônias que implicam desconforto e tortura para alcançarem o tão almejado “corpo perfeito”; ‘‘Eles são um povo obcecado pela magia, que vive sob pesados fardos que eles próprios se impuseram.’’ Eu não quero falar muito, pois o texto tem um conceito escondido nele e se eu falar muito sobre eu vou acabar dando de bandeja para vocês.


Leia ''O ritual do corpo entre os Nacirema'' aqui.

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Então, gente, acho que por hoje é só. Final do semestre ficou um pouco puxado, então eu escrevi isso me arrastando, mas não queria deixar de fazer, pois são textos bem legais e eu não queria deixar de escrever aqui. Além disso eu amo indicar textos, é muito uma forma da pessoa entender como eu vejo algumas coisas... Bom, por enquanto é isso; beijão e até a próxima!

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